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A Criatividade como combustível para a inovação

A destruição criativa ou destruição criadora em economia é um conceito popularizado pelo economista austríaco Joseph Schumpeter em seu livro Capitalismo, Socialismo e Democracia (1942), ganhando força no contexto da ascensão do neoliberalismo e do neoconservadorismo. Karl Marx anteviu esta ideia ao descrever a burguesia recém-alçada ao poder como revolucionária naquele momento além dele se manifestar como expansionista. Ela descreve o processo de inovação, que tem lugar numa economia de mercado em que novos produtos destroem empresas velhas e antigos modelos de negócios. Para Schumpeter, as inovações dos empresários são a força motriz do crescimento econômico sustentado a longo prazo, apesar de que poderia destruir empresas bem estabelecidas, reduzindo desta forma o monopólio do poder.

“O processo de destruição criadora”, escreveu Schumpeter em letras maiúsculas, “é o fato essencial do capitalismo”, com o seu protagonista central do empresário inovador.

O empresário

O empresário inovador, como Schumpeter descreveu esta, é uma pessoa fora do comum pela sua vitalidade e pela sua energia, mesmo em face da incapacidade temporária. O terreno não é um inventor. Esta última geralmente é um gênio, um técnico / ou amador cientista de profissão. O empresário cria mercados para as invenções de gênios. O inovador salienta ainda para a sua perseverança e a sua ambição, e não pelo seu gênio. A sua motivação não é apenas riqueza, ou o simples hedonismo: o empresário schumpeteriano – que vem de qualquer classe social – tem sonhos de criar um império econômico, uma dinastia na sociedade (um nome, uma marca).

A Criatividade

A criatividade não é uma busca, ou, não deveria ser.

Como produto ela alcança apenas um nicho muito minúsculo e imperceptível da massa e mais imperceptível ainda ao empreendedor.

Talvez quem se ocupe de busca-lá sejam apenas empreendedores que sabem o poder transformador desta e já a estudaram em outras disciplinas que poderiam ser sinônimos para a mesma, como estética. Logo, Arquitetos, designers e publicitários poderiam beber direto desta fonte.

Mas é importante entender a jornada.

O foco de todo empreendedor deveria ser a cura de alguma dor do mundo.

Desta forma, a criatividade destrutiva, destruidora, viria como uma cura e não como uma busca.

A dor é inovar, criar algo novo, se destacar.

A criatividade é seu fim.

É a cura!

O que é ser inovador?



Antes de continuar este texto é preciso estabelecer uma fronteira.

Deste lado, onde você está, vivem suas crenças pessoais, sua bagagem intelectual, todas as convenções sociais, seus medos, traumas e pensamentos limitadores.

Do outro lado, infinitas possibilidades, mas, para alcançá-las, você precisa deixar tudo ao que pertence ao outro lado no limite deste. não pode carregar nada consigo.

Isso porque o primeiro impulso de quem se propõe a criar algo novo é a concepção que precisamos criar algo que não existe.

Esta cobrança íntima é tão forte que afoga a crença de inovar em sua essência onde, só temos olhos e pensamentos dirigidos pro nada, e nos esforçamos a preencher este, o que muitas vezes só nos conduz a mais nada.

A verdade é que somos alimentados por histórias de Criativos como Thomas Edison, Tesla e Einsteins, onde vislumbramos suas ideias, suas visões e suas criações disruptivas, mas não seu caminho para isso.

Tudo o que foi criado, ou pensado nasceu de um processo. Mesmo que aos olhos dos que não participem deste pareça uma ruptura, um salto exponencial no desenvolvimento de uma tecnologia ímpar, garanto a vocês que o conceito que levou a ideia nasceu em algo.

A verdade é que tudo que que foi e será criado passa por um processo de vontade.

A vontade é o primeiro passo para a gestão do conhecimento. Um dos processos que levam à inovação. A vontade é a única força capaz de nos conduzir a fazer aquilo que postularam como impossível de ser feito.

Existe uma premissa em pesquisa que é: sempre encontraremos argumentos para defender nosso ponto de vista. A busca incessante, contra tudo e contra todos é o produto da vontade.

Thomás Edison fez em torno de 700 experimentos fracassados antes do seu sucesso.  Um dia, um dos seus auxiliares, desanimado com tantos fracassos, sugeriu a Edison que desistisse de futuras tentativas, porque, depois de 700 tentativas, não havia avançado um só passo. Ao que ele respondeu:

“O quê? Não avançamos um só passo? Avançamos 700 passos rumo ao êxito final! Sabemos de 700 coisas que não deram certo! Estamos para além de 700 ilusões que mantínhamos anos atrás e que hoje não nos iludem mais. E a isso você chama perda de tempo?”.

O que moveu Edison deve mover você.

A luz já existia em diversas formas: lampiões, velas, postes a gás. O que Edson fez não foi criar algo totalmente do zero. Foi acima de tudo transformação. Esta transformação é uma visão completamente necessária aos inovadores e inventores pois permite entender que o mundo está constantemente em evolução.

Para isso precisamos estar conectados com a ideias master que o propósito da inovação.

O papel do inovador é acima de tudo melhorar o mundo. Curar suas dores de formas melhores, mais rápidas, baratas e eficientes. e de novo, e de novo. Não é fim. É meio.

Para ser inovador além de prática é preciso ativar a força da vontade, e é preciso menos talento do que se imagina. A persistência sobre as coisas é a chave para ser inovador, é não estar satisfeito como fazemos o que fazemos, é querer melhorar algum ponto em detrimento de um bem maior.
Lembre-se Ex nihilo nihil fit .

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Você ama inovação, certo?

Então provavelmente já deve ter pensado:
“Preciso criar algo totalmente inovador”

Bom, o que eu vou te falar pode machucar.

O segredo do sucesso… é que não existe um truque mágico, mas sim processos guiados por dados e aprendizado.
Mas calma! Eu trouxe algo para você.

Nós montamos um curso chamado “como inovar”, nele você terá todo o conhecimento para ser verdadeiramente criativo.

É confiança e orientação que você precisa?
Pois a busca acabou. 😉

Saiba Mais,



Processos Criativos e Empreendedorismo

São áreas de estudo que compõem eixo da nova Base Nacional Comum Curricular (BNCC) que propõe que o aluno tenha 5 horas diárias de aulas no Ensino Médio. O restante seria aprofundado em áreas de linguagens, matemática, ciências e outras, com disciplinas baseadas nos eixos de itinerários formativos.

Com essa iniciativa, o Brasil caminha com uma visão de futuro mais clara, pois compreende bases de estudo que impulsionarão a economia e o desenvolvimento.

O MEC publicou na última semana uma mudança na portaria Nº 1.432 esta mudança. As novas áreas vão orientar os chamados itinerários formativos, ou seja, as atividades que os estudantes poderão escolher.

“A intenção é que, a partir de 2021, as novas turmas do ensino médio entrem nas redes, sejam públicas ou particulares, em um novo ensino médio, mais antenado como a garotada, com esses jovens que hoje estão na escola. Isso é muito importante”, disse a ex-secretária de Educação Básica do MEC, Kátia Smole, que coordenou a elaboração dos referenciais em entrevista à Agência Brasil.

4.2. Processos Criativos

Este eixo tem como ênfase expandir a capacidade dos estudantes de idealizar e realizar projetos criativos associados a uma ou mais Áreas de Conhecimento, à Formação Técnica e Profissional, bem como a temáticas de seu interesse.

Justificativa: Para participar de uma sociedade cada vez mais pautada pela criatividade e inovação, os estudantes precisam aprender a utilizar conhecimentos, habilidades e recursos de forma criativa para propor, inventar, inovar.

Objetivos:

– Aprofundar conhecimentos sobre as artes, a cultura, as mídias e as ciências aplicadas e sobre como utilizá-los para a criação de processos e produtos criativos;

– Ampliar habilidades relacionadas ao pensar e fazer criativo;

– Utilizar esses conhecimentos e habilidades em processos de criação e produção voltados à expressão criativa e/ou à construção de soluções inovadoras para problemas identificados na sociedade e no mundo do trabalho.

4.4. Empreendedorismo

Este eixo tem como ênfase expandir a capacidade dos estudantes de mobilizar conhecimentos de diferentes áreas para empreender projetos pessoais ou produtivos articulados ao seu projeto de vida.

Justificativa: Para participar de uma sociedade cada vez mais marcada pela incerteza, volatilidade e mudança permanente, os estudantes precisam se apropriar cada vez mais de conhecimentos e habilidades que os permitam se adaptar a diferentes contextos e criar novas oportunidades para si e para os demais.

Objetivos:

– Aprofundar conhecimentos relacionados ao contexto, ao mundo do trabalho e à gestão de iniciativas empreendedoras, incluindo seus impactos nos seres humanos, na sociedade e no meio ambiente;

– Ampliar habilidades relacionadas ao autoconhecimento, empreendedorismo e projeto de vida;

– Utilizar esses conhecimentos e habilidades para estruturar iniciativas empreendedoras com propósitos diversos, voltadas a viabilizar projetos pessoais ou produtivos com foco no desenvolvimento de processos e produtos com o uso de tecnologias variadas.

Bloqueios criativos

Bloqueios criativos são barreiras que nos impedem de perceber corretamente o problema ou ver uma solução. Muitos bloqueios são criados por nós: medos, percepções, emoções, preconceitos, experiências, traumas, vivências, entre outros. Alguns são criados pelo ambiente: valores, regras, tradição, falta de apoio, conformismo, e outros. Segundo Jairo Siqueira, os bloqueios mentais podem ser classificados em cinco categorias:

Culturais: São barreiras que impomos a nós mesmos, geradas por costumes da sociedade, cultura ou grupo a que pertencemos. Eles nos levam à tabus do modo de pensar de pessoas ou grupos diferentes.

Alguns destes bloqueios:

  • “Nós não pensamos ou agimos desta forma.”
  • Nossa forma de pensar é o certo.
  • Não se mexe em time que está ganhando.
  • Respeitamos nossas tradições.

Bloqueios organizacionais: Resultantes das condições e do ambiente de trabalho.

Alguns destes bloqueios:

-Distrações no trabalho, reais ou imaginárias.

-Ambiente de trabalho inseguro, desagradável ou instável.

-Atitudes inibidoras à expressão de sentimentos, emoções, humor e fantasia.

-Autoritarismo, estilos de liderança inibidores.

-Falta de apoio, cooperação e confiança.

-Trabalho estressante.

Bloqueios intelectuais e de comunicação: Incapacidade para formular e expressar com clareza problemas e ideias.

Podem resultar de vários fatores:

  • Falta de informação e pouco conhecimento sobre o problema.
  • Informação incorreta ou incompleta.
  • Limitação profissional ou funcional.
  • Crença de que para todo problema só há uma única solução válida.
  • Repertório pobre.
  • incapacidade para formular e expressar com clareza problemas e ideias.

Percepção: Dificuldades que nos impedem de perceber claramente o problema ou a informação necessária para resolvê-lo.

Incapacidade para ver o problema sob diversos pontos de vista.

Exemplos:

  • Estereótipos: ignorar que algo pode ter outras aplicações além de sua função usual.
  • Sobrecarga de informação: excesso de informações e de detalhes que restringem a solução que pode ser considerada.
  • Fronteiras imaginárias: projetamos fronteiras no problema ou na solução que não existem na realidade.

Emocionais: Resultantes do desconforto em explorar e manipular o desconhecido.

Alguns destes bloqueios:

  • Medo de correr riscos
  • Receio de parecer ridículo.
  • Dificuldade em focar no problema.
  • Incertezas e ambiguidades.
  • Negativismo.